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Podemos ver o mundo de duas formas distintas:
Na primeira, imaginemos uma grande pintura,
em toda sua formosura de detalhamento e texturas,
iluminada e bem matizada onde os momentos ruins
são representados pelas sombras em meio às cores.
Na segunda, a pintura não é clara,
mas um quadro feito sobre uma base escura
onde as sombras são predominantes
e representam a totalidade da vida.
Poucas pinceladas são coloridas e quentes,
porém visíveis e fortes.
Podemos enxergar a vida como sombras...
e poucos momentos são realmente marcantes,
coloridos e memoráveis...
ou como uma eterna tempestade de cores olímpicas
onde as infelizes sombras existem, mas são esporádicas
e estão longe de representar a totalidade do quadro.
A vida é ruim, com momentos bons
ou boa com momentos ruins?
Li certa vez que que a felicidade é a "Quimera da razão".
A verdade está na visão catastrófica e caótica do mundo e
a noção de felicidade é pura fantasia da mente humana,
criada como um abrigo confortável ao nossos interesses hedonistas.
E sinto-me profundamente inclinado a abraçar esta idéia maldita.
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