segunda-feira, 19 de outubro de 2009
essa busca por questões imaginárias e respostas incertas.
O mundo é tão mais simplório que isso.
Mas olhos não dormem;
Relacionam-se depravadamente com o mundo
E penetram sorrateiramente nossos ouvidos
De forma pecaminosa, incubam nossas mentes
Dando origem a eterna Dúvida, filha bastarda da Razão.
Tudo e todos estão bem, mas isso não basta.
O dito racional precisa buscar defeitos e incertezas
Quando as coisas poderiam simplesmente ser
Indefinidamente existir com toda a simplicidade das coisas boas.
Enigmática essa coisa chamada Natureza Humana.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Mistério
Tem certas vezes que nos deparamos com uma disposição revolucionária de celebrar cada pequena coisa que nos acontece de bem. Celebrar os amigos, falar coisas sem utilidade, fazer bobagens...
Acontece vindo do meio do nada...um bem sem tamanho que vai contra todos os acontecimentos factuais e que nos levam para lugares distantes e rochosos.
De repente, só por um segundo, estamos próximos de tudo e temos a inspiração suficiente para imaginar a vida como ela não é.
Fantástico.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
[...]
De forma consciente ou não, num sorriso, numa dança, na melancolia muda da noite;
sem escrúpulos, enganamo-nos pelo menos duas vezes ao dia.
A mentira, protegida sob a máscara da verdade, é serotonina para os sentidos.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
[...]
Um dia dizem sim
no outro dizem não
Num minuto o certo
no seguinte o errado
Um segundo de incapacidade
E possibilidades no próximo
Sensorialmente distante
idealmente perto
dúvidas e certezas que surgem
e desaparecem num flash de informações.
Paro diante do espelho e invariavelmente penso
analiso e debulho as possibilidades e incertezas
contidas num rápido gesto de olhar;
Concluo de que nada vale mais
que um dia após o outro
e..."que a borrasca alenta a flor."
...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Sobre a realidade...
Podemos ver o mundo de duas formas distintas:
Na primeira, imaginemos uma grande pintura,
em toda sua formosura de detalhamento e texturas,
iluminada e bem matizada onde os momentos ruins
são representados pelas sombras em meio às cores.
Na segunda, a pintura não é clara,
mas um quadro feito sobre uma base escura
onde as sombras são predominantes
e representam a totalidade da vida.
Poucas pinceladas são coloridas e quentes,
porém visíveis e fortes.
Podemos enxergar a vida como sombras...
e poucos momentos são realmente marcantes,
coloridos e memoráveis...
ou como uma eterna tempestade de cores olímpicas
onde as infelizes sombras existem, mas são esporádicas
e estão longe de representar a totalidade do quadro.
A vida é ruim, com momentos bons
ou boa com momentos ruins?
Li certa vez que que a felicidade é a "Quimera da razão".
A verdade está na visão catastrófica e caótica do mundo e
a noção de felicidade é pura fantasia da mente humana,
criada como um abrigo confortável ao nossos interesses hedonistas.
E sinto-me profundamente inclinado a abraçar esta idéia maldita.
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domingo, 13 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
...
não sei ao certo quem
mandou-me escrever:
Qualquer coisa!
Mas qualquer coisa não é fácil escrever.
Coisa qualquer que diga parece sem sentido
pra quem busca sentido em tudo sadicamente.
Não sei escrever qualquer coisa
talvez sobre o certo alguém,
mas não sei ao certo quem...
nem se é ou deixa de ser.
Acabo no quarto de cortinas fechadas
pensando em ninguem.
Pudera eu ser filho da Verdade.
.
Insomnia

Perturba-me amargamente a madrugada tangenciada pela manhã
Os pássaros, num vigor brutal, celebram o Sol com suas músicas ininteligíveis
e confundem minha mente, penetrando meu sono e despertando meus sentidos.
Não durmo...
Acaba que fico meio vivo, meio morto, meio animado, meio irritado
e com uma vontade estridente de silenciar todos os pássaros, quiçá tudo...
Poderia um deus silenciar mundos a bel prazer?
Teria ele o poder de tranquilizar-se e a tudo e a todos
ou talvez mover-se para além da existência temporal de tudo que se move conflituosamente?
Poderia ele ser feliz?
Quisera eu, complexo biológico, poder silenciar-me
como um deus que só existe na profusão humana do mundo
e dormir em alturas inatingíveis.
Assim poderia abster-me de mim mesmo...
e do som furioso dos pássaros na madrugada tangenciada pela manhã.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Cordial apresentação do solene Sr. Ego

...
Poderia dizer "prazer em conhecê-los", mas o verdadeiro prazer está em me apresentar.
Não me interessa conhecê-los, não me interesso por vocês.
Sou um baú auto-suficiente que guarda as maravilhas do sexo
(afinal, oque seria da vida sem o sexo?) e da arte.
Dentro de mim existe um espelho com quem converso sempre e isso é,
de certo, uma das coisas que mais me entretem.
Existe um único propósito nas outras existências:
Satisfazer-me, não importa como, mas que seja memorável.
Já fui chamado de amoral, perverso, subversivo e outros signos da
falta de princípios, e estão todos certos (ou errados, não me importa!).
A verdade é que me encanta o profano, a sodomia, a queima dos princípios (dos outros)...
Eu tenho meus próprios princípios e não vou falar deles pra vocês, queiram ou não saber.
Existo e existo só, existo tudo, me basto.
Podem me chamar de Sr. Ego.

