Sabe um daqueles dias completamente inúteis da nossa vida que,
diga-se de passagem, já é por demais insignificante,
e que gostaríamos de apagar da nossa memória...
Um daqueles dias em que nada de plausível acontece
e os segundos demoram a passar num clima bucólico de silêncio
E a gente pensa em tudo que poderia estar fazendo,
mas por uma falta de vontade quase metafísica acabamos por, definitivamente,
nos deixarmos abater pelo silêncio das coisas simples e banais
e pela melancolia crescente do sofá...
Quando pensamos em sujeitos desconhecidos,
Indeterminados...situações indetermináveis
no vazio da própria existência,
contida milimetricamente em vinte e quatro horas de um domingo qualquer.
Um daqueles dias que gostaríamos de apagar da própria memória
e que parece não esta contido na infinitude do Tempo.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
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